Do que sentimos mais saudades em Portugal?

Atualizado: Ago 2

Morar em outro país significa deixar muita coisa para trás e ter a saudade como sua companheira diária

Imagem: Freepik

Todo mundo já sabe que mudar não é fácil, exige planejamento detalhado, pesquisa enorme e coragem para dar o primeiro passo. Tudo isso é a parte boa, a adrenalina, o descobrimento do novo.


Mas, ao mesmo tempo em que estamos felizes e excitados, tem uma parte nossa que fica para trás. Uma parte que deixamos com aqueles que amamos, com os que fizeram parte de nossas vidas até aquele momento. E esse vazio é preenchido pelas saudades. Saudades que passa a ser a nossa companheira no dia a dia, aquela que nunca vai embora e aquela que nos habituamos com o passar do tempo.


Desapego

O primeiro passo para que essa transição seja leve, é praticar o desapego. É importante lembrar que tudo o que é material pode ser reconquistado.


Por mais que seja difícil abrir mão de algumas conquistas materiais, como aquele carro que você comprou com tanto suor, aquela guitarra que você compôs a sua primeira música ou sua coleção de livros de mais de 20 anos, você precisa acreditar que tudo isso pode ser substituído.


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Já que você irá viver um novo ciclo, uma nova vida, por que não conquistar novos bens e lembrar daqueles de antes com carinho?


Aqui a primeira dica é: tente trazer o menos possível. Fazer as malas é uma das partes mais estressantes da mudança em si e exercitar o desapego com antecedência pode ser uma boa saída para este momento.


Aqui fica a segunda dica: assista ao documentário Minimalismo: um documentário sobre coisas importantes, ele mostra a vida de pessoas que vivem com pouco e da importância das coisas boas da vida e não de bens materiais. Outra pessoa que vocês devem ler sobre é Marie Kondo. Ela é autora de alguns livros de sucesso sobre desapego e organização, assim como protagonista de uma série sobre o tema também na Netflix. O que ela faz é mágica e você também pode viver com mais leveza e menos coisas.

Imagem: Pressfoto

A parte mais difícil

Depois de praticar o desapego, parece que tudo será mais fácil, mas não é. Muito pelo contrário, pois você já sabe o que realmente importa na vida: as pessoas, os momentos, a vida bem vivida. E é aí que "cutucam a ferida".


Ficar longe e se privar da companhia da família e dos amigos é a pior parte para mim. É onde mais sofro por ter mudado de país. Não é que você está a 1h de viagem, não é uma distância que se pode percorrer de carro. Um oceano é a métrica de separação e também o tamanho das saudades.


Saudades diárias, saudades do colo de mãe, saudades do abraço do pai, saudades das risadas com os amigos, saudades dos bebês que nem são mais tão pequenos assim, saudades do silêncio compartilhado com a melhor amiga em uma tarde à toa, saudades dos churrascos, saudades das viagens, saudades das conversas madrugadas adentro, saudades dos almoços em família.


Animais também são parte da família.

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E a saudade um dia vai embora?

Quanto mais tempo passa, mais a saudade cresce. Ela parece que nunca vai embora, já tem um cantinho cativo dentro do peito. E assim, ela se acomoda, e nos habituamos a ela. Às vezes, ela extrapola e quer saltar. Tem dias mais fáceis e dias mais intensos.


Minha sugestão é sempre tentar ocupar o tempo ocioso. Mente vazia pode te deixar ainda mais melancólico. Por isso, ocupe-se, leia, passeie, trabalhe.

Mas tem dias em que ela faz questão de lembrar que está ali, a apertar o peito, como ontem. Eu e meu marido sentamos na praia para relaxar um pouco ao final de tarde de um domingo. Verão, calor, praia cheia, muitos grupos reunidos, famílias, amigos. E sem avisar, ela apareceu. Veio lembrar como faz falta estar com os amigos reunidos de bobeira ou se divertindo com a família em mais um final de semana qualquer. E deu saudades, de todos e de tudo.

Imagem: awaygy

Dá pra matar as saudades?

Matar diria que não. Dá pra amenizar. E temos que agradecer todo santo dia às tecnologias, às mentes maravilhosas desse mundão que criaram as chamadas de vídeo, o wi-fi e os dados móveis.


É muito gostoso fazer os encontros virtuais com os amigos, ficar horas fofocando com sua mãe daquele vizinho chato, jogar conversa fora com a amiga e ver como seus priminhos já cresceram.


Mesmo que seja para falar 5 minutos, ligue, veja, diga e aproveite. Pode ser pouco, mas lembre-se que o que vale na vida são os momentos bem vividos.


É suficiente? Eu diria que não, mas consola e aquece, deixando a saudade um tempo maior quietinha lá dentro do peito.



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Por Camila Ciberi para @quesejportugal

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