Palácio Nacional de Queluz, residência da Família Real Portuguesa

Atualizado: Set 22

Localizado em Sintra, foi residência oficial da Corte Portuguesa até sua fuga para o Brasil em 1807

O imponente Palácio Nacional de Queluz

Romantismo, elegância e realeza são as palavras que vem na mente quando conhecemos o Palácio Nacional de Queluz.


Sua localização, um pouco fora da rota dos palácios e castelos do centro histórico de Sintra, o faz ficar um pouco esquecido da maioria que visita a região. Porém, sua importância histórica é gigantesca, principalmente quando queremos conhecer mais sobre a história entre Brasil e Portugal.

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O Palácio

Sua construção com linhas neoclássicas, barrocas e românticas data de 1747. O futuro D. Pedro III, marido de D. Maria I, mandou reconstruir o então "Paço Velho" para servir de residência de veraneio da corte. Surgiu assim, o imponente Palácio Nacional de Queluz, obra da constante dedicação e atenção de D. Pedro III.


A harmonia e lazer ali proporcionados eram tantos que foi escolhido para ser a residência oficial da Família Real, em 1794, depois do incêndio da Real Barraca da Ajuda, onde moravam depois do terremoto de 1755, em Lisboa. Queluz foi escolhido para ficarem até a fuga para o Brasil, em 1807, no momento das invasões francesas.


Ali, respira-se a história entre Brasil e Portugal. É possível identificar algumas peças de origem brasileira na decoração e, quando não são originárias, estas acabam fazendo alusão à colônia.


O mesmo acontece com outros países também descobertos por Portugal. O Palácio reflete também as relações mercantis de uma época, com peças da Itália e da Inglaterra.


Acontecimentos históricos

O clima no Palácio de Queluz sempre foi de festa, bailes, cavalgadas e importantes cerimônias e celebrações. Toda a Família Real vivia em animação até a morte de D. Pedro III, deixando o reinado para seu primogênito D. José, que por sua vez, faleceu prematuramente.


A rainha, D. Maria I, muito abalada pela perda de ambos, foi considerada incapaz de reinar, passando o trono ao príncipe regente D. João VI, seu segundo filho, em 1792.


D. João VI já era prometido de Carlota Joaquina, que havia chegado a Portugal em 1785.


Com a fuga da família real, toda a riqueza do Palácio de Queluz é levada para o Brasil.


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Volta da Corte a Portugal

Em 1821, D. João VI e a Corte retornam a Portugal, mas o Palácio permanece inabitado até servir de residência de semiexílio para D. Carlota Joaquina e sua cunhada, a infanta D. Maria Francisca Benedita, a “princesa-viúva".

D. João VI, marido de Carlota Joaquina da Espanha e pai de D. Pedro I

Vida e morte de D. Pedro I

Em Queluz, nasce D. Pedro IV, em 1798. O futuro D. Pedro I e primeiro imperador do Brasil, que foge de Portugal ainda menino, com 9 anos de idade.


Em 1822, D. Pedro I declara a Independência do Brasil e lá permanece até 1831, abdicando do trono. Retorna à Europa, vive entre França e Inglaterra, ganha o título de Duque de Bragança, já que não tinha mais nenhum no Brasil e nem em Portugal, que era reinado pelo seu irmão D. Miguel. Em 1832, invade Portugal com tropas de mercenários estrangeiros e voluntários em uma luta entre o liberalismo e o abolicionismo e pelos direitos ao trono de sua filha, D. Amélia, herdeira de D. Maria I. Sai vitorioso, mas adoece de tuberculose.

D. Pedro passa seus últimos dias no Palácio Nacional de Queluz e falece em 1834, pedindo aos brasileiros a abolição da escravatura, algo que tanto lutou ainda no Brasil.


Para saber mais e entender melhor sobre essa história, sugiro o livro 1808, de Laurentino Gomes.

Vale a pena para entender como o Brasil dependeu tanto de Portugal e os vestígios que ficaram dessa época.

D. Pedro IV de Portugal, D. Pedro I do Brasil.

O Palácio hoje

Hoje, o Palácio Nacional de Queluz está aberto à visitação do público, exceto pelo Pavilhão D. Maria, ala anexa ao Palácio, que hospeda, desde 1957, Chefes de Estado estrangeiros em visitas oficiais a Portugal.


O bilhete normal custa 10€ e é possível visitar os jardins e a cafeteria gratuitamente.


Residentes do concelho de Sintra, podem visitar gratuitamente aos domingos, mediante comprovante.

Em dias especiais, o Palácio de Queluz recebe eventos nos seus jardins.

Por Camila Ciberi para @quesejaportugal


* Imagem principal: banco do Wix.

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