Uma tradição portuguesa: o Dia da Espiga

Atualizado: Jul 18

Neste dia, também chamado de Quinta-feira da Ascensão, faz-se um raminho com alguns itens específicos para colocar atrás da porta e atrair prosperidade e boa sorte.

Raminho do Dia da Espiga

O Dia da Espiga é originário de uma tradição pagã, assim como muitas festas cristãs. Ao meio da Primavera, por volta do final de maio, celebravam-se as primeiras colheitas da estação. Além da celebração, pedia-se abundância e boa qualidade do que fosse colhido.


Com o início do Cristianismo, o Dia da Espiga passou a ser comemorado 40 dias depois da Páscoa, coincidindo assim, de propósito, com um feriado em Portugal, que celebrava a ascensão de Cristo aos céus, conhecido como Quinta-feira de Ascensão.


No Dia da Espiga, todos iam aos campos pegar um ramo de espiga para deixá-lo atrás da porta durante o próximo ano todo pedindo prosperidade para as colheitas futuras e para nunca faltar o que comer.


O feriado foi extinto em 1952, mas a tradição perdurou e muitos ainda continuam a fazer seus ramos, que foram modificados com o tempo e com a vida nas cidades.


Hoje, o ramo ainda é tradicional e feito com alguns elementos específicos. Além disso, muitos tomaram o Dia da Espiga como uma forma de comércio e vendem, nas cidades, os raminhos já prontos para quem não tem tempo de apanhar.


Como se faz o ramo?


Espiga

A espiga é o principal item do ramo, ela pode ser de trigo, de centeio, de aveia, de qualquer cereal. Devem estar em número ímpar e representam o pão, como o item básico do sustento da família, assim como a fecundidade.

As espigas, sempre em número ímpar

Papoula (papoila, em português de Portugal)

Ela representa o amor e a vida.

As papoulas vermelhas

Margarida (malmequer, em português de Portugal)

Simboliza a riqueza e os bens materiais, com seu branco representando a prata e o amarelo, o ouro. Há quem coloque o malmequer somente amarelo.


As margaridas, malmequeres em Portugal

Oliveira

Com duplo significado, a oliveira simboliza a paz, desde a antiguidade, mas também representa a luz, já que seu azeite mantinha as lamparinas das casas acesas. A luz aqui também pode ser interpretada como luz divina.


O ramo de oliveira

Alecrim

Muito abundante e capaz de crescer em terrenos adversos, o alecrim simboliza a força e a resistência.

O alecrim

Videira

A videira é a representação do vinho, que nunca pode faltar nas mesas portuguesas.

Um pedacinho da videira


Assim, o raminho é colocado atrás da porta para nunca nos falte tudo relacionado acima. Há quem acrescente mais itens, para deixá-lo mais atraente, mas estes são os principais e tradicionais.

Muitos acrescentam um pedaço de pão junto, já que a espiga não necessariamente é de um cereal.


Estes são os raminhos da Dona Alzira, minha vizinha muito gira. Antes sem papoulas pois ela não encontrou, e depois com elas, quando eu lhe dei algumas das minhas. =)



Por Camila Ciberi para @quesejportugal

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